terça-feira, 25 de maio de 2010

Quem sabe o seu rosto pare de aparecer em qualquer lugar que eu for




Dói. Que você não entenda, que eu sinta minhas mãos atadas. Que eu não possa encontrar uma maneira de te fazer sentir. De te fazer enxergar. De te fazer perceber o que eu nunca direi. Eu não preciso de mais nada. Eu acordo e durmo com o mesmo pensamento. Com você tomando conta de mim. E isso não é o bastante? E meus erros não são perdoáveis? E toda vez que eu não soube te dizer que te quero, toda vez que eu disse o contrário... É minha fraqueza. É meu medo. É apenas a minha vontade de nunca mais te largar. Minha vontade de te odiar. Quanto mais eu tento, mais alcanço o contrário. Quanto mais o ponteiro do relógio caminha, mais eu te amo. E te quero. E o mundo ao meu redor simplesmente desaparece quando eu te vejo. Tento encontrar uma forma de mudar isso. De ser forte. Mas não posso. Não posso te deixar partir. Eu gostaria apenas de fechar a porta, e de te deixar do outro lado dela. De te deixar preso em um passado que nunca se concretizou. Mas não consigo. E não importa o quanto tentem me mostrar, o quanto eu tente enxergar que não chegaremos a lugar nenhum. Isso não tem importância. Eu te detesto cada vez que você me deixa sem palavras, cada vez que você não me deixa virar as costas. Cada vez que você vem a minha cabeça. Estou enlouquecendo. E meu coração, um dia foi meu. Agora é incontrolável. Agora está perdido. Assim como minha vida. Assim como meus sonhos que se perdem em ti. Meus passos que querem te encontrar. Esse ar que não chega aos meus pulmões. Que me corrói a cada respiração. Eu queria um fim. Não precisava ser feliz. Podia me trazer um balde de lágrimas, eu suportaria. Mas eu não quero mais te ter em minha mente. Não quero te ver preso por lá. Quero que você suma. Que venha ser meu, ou então que suma. Que passe a fazer parte de outro caminho. E que esse nunca mais se cruze com o meu. Nunca mais. Eu quero minha

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